Gravada na década de 1950 por Luizinho e Limeira, este cururu só alcançou sucesso nacional na voz de um cantor da Jovem Guarda, Sérgio Reis. Este grande intérprete acertou ao mudar de segmento musical e eternizou diversos clássicos dentre os quais Menino da Porteira é o mais celebrado.
Nos anos 1960 a música sertaneja esbarra na jovem guarda e esta fusão, aos olhos das gravadoras, era interessante para atingir um público que não se identificava totalmente com a música sertaneja: os filhos dos migrantes. Esses jovens viviam a idiossincrasia de ter uma educação tradicional em casa e uma diferente na rua, na escola e no trabalho. Assim, o mercado fonográfico apostou na mistura desses dois segmentos e mirou neste público.
Menino da Porteira mexe com os corações dos brasileiros toda vez que é tocada. Um verdadeiro hino, uma história que emociona a todos, e mais ainda do homem do campo.
Voltar
É considerado um dos compositores mais famosos do Brasil, tendo deixado mais de 200 composições gravadas. Sem dúvidas a sua principal obra foi ‘Menino da Porteira’, sendo um sucesso sertanejo regravado inúmeras vezes.
Cursou o ensino primário em Itapetininga e em seguida transferiu-se para São Paulo, onde concluiu o secundário no Colégio João Kophe e Oswaldo Cruz.
Fez a primeira composição aos 18 anos, foi funcionário público, e aos 22 começou a trabalhar na Colúmbia, da qual foi diretor artístico.
Em 1950, teve a sua primeira composição gravada pela dupla Tonico e Tinoco, a moda de viola “Violeiro Casado”, em parceria com Tonico.
Em 1952, Zé Carreiro e Carreirinho gravaram a moda de viola “Irmão do Ferreirinha”, parceria de Teddy com Carreirinho. No mesmo ano, Palmeira e Luisinho gravaram a moda de viola “Caçada do pardo”, de Teddy Vieira e Luisinho.
Em 1953, Vieira e Vieirinha lançaram a moda de viola “Roubei uma casada”, primeiro sucesso de uma das mais afamadas duplas de compositores sertanejos, Teddy Vieira e Lourival dos Santos.
Leia mais em “Essência D’ Guerrilha”
Luís Raimundo, o Luizinho nasceu em São Paulo-SP em 1916 e faleceu também na capital paulista em 1983.
Luizinho iniciou sua carreira artística no ano de 1939 cantando em dupla com Mariano (o mesmo da célebre dupla "Caçula e Mariano", que fazia parte da Turma Caipira de Cornélio Pires). Desfeita a dupla com Mariano, Luizinho passou a cantar em dupla com Diogo Mulero, o Palmeira, no período que se extendeu de 1946 a 1952.
"Palmeira e Luizinho" foram então contratados pela Rádio Tupi de São Paulo-SP e pela gravadora Continental (hoje Warner Music), na qual lançaram o primeiro disco com as músicas "Cavalo Preto" (Anacleto Rosas Júnior) e "Boiadero Bão" (Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto). Na mesma gravadora também fizeram sucesso com os clássicos "Burro Picaço" (Anacleto Rosas Jr. e Geraldo Costa), "Baldrana Macia" (Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto) e "Paraná do Norte" (Palmeira).
Leia mais em “Recanto Caipira”